Crianças atendidas pelo projeto Neuropediatria e Inclusão, desenvolvido pelo Instituto Nacional de Apoio ao Serviço Público (INASP), participaram, nesta sexta-feira (10), de uma atividade especial em alusão à Páscoa, no Centro de Apoio Social e Promoção à Saúde Anália Leal, em Paripiranga (BA). O espaço concentra os projetos sociais da instituição e também funciona como sede administrativa do INASP.
A ação reuniu 15 crianças em uma oficina de culinária conduzida pelo terapeuta ocupacional que integra a equipe do projeto. A proposta foi utilizar uma atividade lúdica e do cotidiano como ferramenta terapêutica, estimulando habilidades motoras, cognitivas e a interação social em um ambiente acolhedor e adaptado às necessidades dos participantes.
Durante a oficina, as crianças participaram de todas as etapas da produção de alfajores de chocolate, desde o manuseio dos ingredientes até a finalização do doce. A dinâmica foi pensada para incentivar a coordenação motora, a autonomia e os estímulos sensoriais, além de promover a convivência e o trabalho em grupo.
O projeto Neuropediatria e Inclusão oferece acompanhamento multiprofissional às crianças, com atendimentos realizados por médico neurologista, oficineira terapêutica e terapeuta ocupacional, promovendo um cuidado integral e contínuo.
O terapeuta ocupacional responsável pela atividade, Danilo Menezes, destaca que experiências como essa vão além do aspecto recreativo. “Momentos como esse têm um valor muito especial. Para crianças atípicas, não é só sobre a atividade em si, mas sobre as conquistas em cada pequena participação, em cada interação. A gente vê desenvolvimento, autonomia e, principalmente, alegria acontecendo de forma leve e significativa”, afirma.
Ele acrescenta que o envolvimento das crianças em todas as etapas da atividade é fundamental para o processo terapêutico. “Quando elas participam ativamente, desde o início até a finalização da proposta, conseguimos trabalhar não apenas habilidades motoras e cognitivas, mas também a confiança, a autonomia e a socialização de forma muito mais natural”, pontua.
A ação reforça a importância de iniciativas que utilizam atividades do cotidiano como ferramenta terapêutica, contribuindo para o desenvolvimento infantil de forma acessível, respeitosa e alinhada às necessidades individuais de cada criança.