O Centro de Apoio Social e Promoção à Saúde Anália Leal, administrado pelo Instituto Nacional de Apoio ao Serviço Público (INASP), promoveu, na última terça-feira (07), o “Piquenique da Inclusão”, no Ginásio de Esportes Mário Santa Rosa, em Paripiranga (BA). A ação reuniu crianças neurodivergentes, crianças neurotípicas e seus familiares em um ambiente pensado para estimular a convivência, o acolhimento e a inclusão social.
Com uma proposta sensorial e afetiva, o evento integrou as atividades do projeto Neuropediatria e Inclusão e ofereceu uma programação diversificada, com práticas artísticas, modelagem, dinâmicas recreativas, pinturas faciais e lanche coletivo. As atividades foram planejadas para incentivar a participação de forma leve, respeitando as individualidades de cada criança.
Além das atividades lúdicas, os responsáveis participaram de um espaço de escuta e orientação, voltado à troca de experiências sobre o cotidiano e o desenvolvimento infantil. A ação contou com o acompanhamento da oficineira terapêutica do INASP, Bruna Kercia, responsável pelas atividades, com apoio da equipe multidisciplinar.
“Durante a ação, buscamos proporcionar um tempo de qualidade entre pais e filhos, por meio de atividades simples, mas significativas. Ainda percebemos que muitas famílias não se sentem incluídas em espaços sociais, especialmente quando se trata de crianças atípicas. O piquenique surge como uma resposta a essa realidade, criando um ambiente onde essas famílias se sintam pertencentes, acolhidas e respeitadas”, destacou.
O evento também incluiu um momento de conversa com os pais, com foco na conscientização sobre inclusão e na importância de ampliar o acesso a ambientes mais acessíveis no dia a dia.
“A proposta também foi criar um espaço de acolhimento para crianças e seus responsáveis, fortalecendo vínculos familiares em um ambiente leve e acessível. Quando promovemos esse tipo de interação, percebemos que pequenas atividades se transformam em experiências significativas para o desenvolvimento infantil e para a relação entre pais e filhos”, completou Bruna.
A iniciativa reforça a necessidade de ampliar, no cotidiano, espaços de convivência preparados para acolher o público infantil neurodivergente. Ao incentivar a troca entre as famílias e dar visibilidade ao tema, o projeto contribui para o avanço do debate sobre inclusão e acessibilidade.