(75) 9 9953-9988 comunicacao@inasp.org.br

Se o futebol é o ponto de encontro dos participantes do Projeto 50+, a fisioterapia tem um papel fundamental para que eles possam permanecer em campo com segurança. No Instituto Nacional de Apoio ao Serviço Público (INASP), em Paripiranga (BA), o acompanhamento fisioterapêutico integra a rotina da iniciativa e considera as características, condições e necessidades individuais de cada participante.

Ao longo dos anos, mudanças na força muscular, no equilíbrio, na mobilidade e na capacidade de recuperação podem dificultar a retomada ou a manutenção de atividades esportivas. Por isso, antes da definição dos exercícios, o fisioterapeuta do projeto, Kleberson Guimarães, realiza uma avaliação individual, considerando histórico de saúde, queixas, lesões anteriores e limitações apresentadas por cada participante. Quando necessário, também são aplicados testes específicos.

“Cada participante tem uma necessidade diferente. A partir do que é identificado na avaliação, planejamos um tratamento individualizado, que pode envolver fortalecimento, equilíbrio, coordenação motora, recuperação de lesões e redução de dores”, explica Kleberson.

Fisioterapia além da lesão

Embora a fisioterapia seja essencial na recuperação de lesões, o trabalho desenvolvido no Projeto 50+ também tem caráter preventivo. A proposta é preservar a capacidade funcional, ou seja, a habilidade de realizar atividades do cotidiano com segurança e independência.

A redução de força e potência muscular pode interferir não apenas no desempenho esportivo, mas também em atividades simples do dia a dia. Por isso, o acompanhamento busca manter essas capacidades e contribuir para que os participantes tenham mais segurança durante a prática esportiva e em sua rotina.

“Essas alterações podem ser retardadas quando a pessoa pratica atividade física e conta com acompanhamento de profissionais, de acordo com o seu quadro clínico”, afirma o fisioterapeuta.

Na prática, os exercícios trabalham principalmente força, equilíbrio e coordenação, além de contribuírem para a proteção das articulações, recuperação de lesões e redução de dores. Segundo Kleberson, a diminuição da dor e o ganho de força muscular costumam estar entre os primeiros resultados percebidos pelos participantes.

“O trabalho também ajuda a reduzir os riscos associados à perda de força e equilíbrio, como quedas, além de contribuir para ganhos cardiovasculares e metabólicos relacionados à prática regular de atividade física”, afirma.

De volta ao campo

Um dos exemplos do impacto desse acompanhamento é o caso de um participante de 74 anos que chegou ao projeto com problemas na coluna lombar e havia deixado de correr e jogar futebol por causa das dores.

“Após algumas sessões e a aplicação de um plano de tratamento individualizado, o participante apresentou melhora significativa do quadro e conseguiu voltar às atividades esportivas”, conta Kleberson.

Casos como esse ajudam a mostrar que o objetivo do acompanhamento não é apenas preparar o participante para jogar futebol, mas criar condições para que ele mantenha a autonomia e continue ativo também fora do campo.

Atividades

Os atendimentos fisioterapêuticos são realizados semanalmente, com duração entre 40 e 50 minutos. A intensidade dos exercícios é ajustada de forma gradual, conforme a evolução e as necessidades de cada participante.

Assim, a fisioterapia se soma à preparação física e aos treinos de futebol para formar uma rotina de cuidados que busca não apenas melhorar o desempenho esportivo, mas também preservar força, mobilidade e independência.